New Times Music: Estrevista com Ryland

3 de junho de 2010 — Em: Notícias — Por: Camila Lopes

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“New Times Music, apanhou Ryland Blackinton – parte guitarrista líder, parte ator – na  terceira semana da Too Fast For Love Tour em Denver, para discutir suas raízes na Flórida, seu trabalho com Leighton Meester e a atribuição de todos para a fama do Cobra Starship, inclusive a de Pete Wentz.
Mas, pergunte a ele sobre seu alto ego, Guy Ripley e ele vai dizer sobre como eles não são realmente a mesma pessoa:

New Times: Conte-me sobre Guy Ripley. (Repórter fictício da BBC World News e Ryland alto ego)
Ryland Blackinton: Guy Ripley é um jornalista que eu acho que trabalhava na BBC. Ele não trabalha mais lá. Ele é apenas um grande fã de todas as bandas do Atlântico, como o The Academy Is…, Panic! At The Disco, Fall Out Boy, todas essas bandas.

NT: Na verdade, eu vi vídeos do Guy Ripley entrevistando essas bandas. Ele é hilário.
RB: Sim, exatamente. Ele é como uma espécie de jornalista online, como fã, basicamente.

NT: Como você teve essa idéia? Há muito pouco desses vídeos no Youtube.
RB: Eu não sei. A idéia não foi minha. Você está dizendo: Oh não, você me confundiu.
Nós somos duas pessoas diferentes.

NT: Então, esse sotaque?
RB: O sotaque? Isso é apenas a maneira que ele fala, não sei. Eu acho que é apenas a maneira que ele fala. Ele é inglês. Você é do 305, né? Eu vivi por lá.

NT: Se você estava vivendo no Sul da Flórida, o que te fez mudar? Você se mudou pela banda?
RB: Não, não. Eu sou originalmente de  Massachusetts, e depois me mudei para a Flórida, quando eu tinha uns 15 ou 16 anos. Fui para a escola de lá e aí que eu conheci Alex Suarez, nosso baixista. Então eu fui para a Universidade da Flórida, e fiquei por lá durante quatro anos.
Me mudei para Nova York para me tornar um ator, e eu acabei entrando na banda, após o meu segundo ano em Nova York.

NT: Eu notei que vocês são muito engraçados com tudo o que fazem, até mesmo com os nomes das turnês.
RB: Nós realmente não achamos que somos nós quem vamos mudar o mundo com o nosso dom instingante de música. Sinceramente. Por isso, tente se certificar de que o nosso sentido de humor é sempre muito aparente.
É uma parte importante de nossa banda, eu acho. Todos nós gostamos de quebrar uma série de piadas.

NT: Então, vocês realmente não são sérios demais, certo?
RB: Sim, eu acho que é verdade. Nós levamos nosso trabalho a sério. Nós trabalhamos duro para fazer música e nós trabalhamos duro durante todo o ano de turnê e outras coisas, mas tanto quanto a música em si, levamos isso a sério.

NT: Como foi que vocês decidiram trabalhar com Leighton Meester em “Good Girls Go Bad”?
RB: Apenas aconteceu, de forma aleatória. Nós estávamos no estúdio e os nossos produtores eram como “Tire o dia de amanhã -, temos que trabalhar com alguém”. Então nós reagimos como “Quem?”, e eles como “Um dos Gossip Girl”. E nós ficamos “Nós não vamos gravar enquanto ela não estiver com a gente”. Mas estávamos brincando. Ela é uma grande celebridade. Nós não estávamos realmente esperando nada. E tipo, só aconteceu alguns meses depois. Por isso, foi um dos gracejos que acabou se tornando realidade. Nós acabamos combinando com Gabe e ela aceitou, em seguida… BOOM! A “coisa” Leighton aconteceu e decidimos colocá-la na canção. Fazia sentido, Gossip Girl, Good Girls Go Bad, você sabe. Era como uma coincidência natural.

NT: Ela flui muito bem na música. E essa música se tornou realmente Popular. Pelo menos no Sul da Flórida, eles tocam o tempo todo na rádio.
RB: Sim, totalmente. Isso é um South Beast hit… Um hit de verão do Sul. Ou South Beast. Esse não é um mau nome. A South Beast, Beast, Miami, é foda, é incrível.

NT: Por que a banda decidiu criar uma webcam no Poconos?
RB: Estamos sempre tentanto pensar em maneiras fáceis de manter as pessoas envolvidas no que estamos fazendo. Apenas para manter um nível constante de envolvimento e de manter um diálogo contínuo entre nossos fãs. Dessa forma, você sabe o que estam pensando sobre as coisas, e podemos trocar idéias. Então é por isso que decidimos fazer.

NT: Qual foi a reação dos fãs?
RB: Eu acho que foi realmente bom. Havia todo um grupo de pessoas que formavam o chamado Shelf Kids, nós tínhamos a câmera em cima de uma platereira. E eu acho que as crianças que assistiram, estavam orgulhosos do fato que eles ficaram conosco durante duas semanas apenas nos observando o tempo todo. Tenho que admitir, houve vezes em que eu era um pouco como “Bastante, é bastante”. Podiam ver-nos no banheiro, em nossas camas. Eu me senti estranho, eu só queria que tudo acontecesse.

NT: Parecia que vocês tinham se inspirado em algum reality show que assistem todo o tempo.
RB: Não, não, não. Definitivamente não foi assim. Nós não queríamos fazê-lo com bobagens e ingenuidades como num reality show. Nós apenas pensamos que era legal. Não houve grande drama, como no mundo real.

NT: Quais bandas você diria que foram suas maiores influências? Eu estou achando que Fall Out Boy é uma delas.
RB: Não mesmo (Risos). Quero dizer, eles são ótimos caras – não me entenda mal – mas não é uma influência musical. Acho que ouvir um monte de bandas de Nova York e bandas francesas me ajudou. Quando começamos, estávamos realmente em Phoenix, Chromeo, Daft Punk, coisas assim. Nós não temos muitas influência do rock. Claro que todos nós gostamos de coisas assim, mas não somos realmente uma banda de rock.

NT: O que os fãs podem esperar de sua turnê com 3OH!3 e Travie McCoy? Alguma surpresa?
RB: Temos uma produção maior, bem maior do que já tivemos em qualquer outra turnê. Temos um show de luzes muito louco que eu estou muito orgulhoso. Queríamos fazer um grande show com luzes já tem tempo, mas estou realmente contente que tenhamos esperado o 3OH!3, porque é apenas uma banda de alta energia, e é perfeito para nós do Cobra Starship estar em turnê com eles. Acho que a produção é o melhor, mas eu acho que as pessoas vão vir a entrar nesse show mais do que antes.

NT: Então, o que os fãs podem esperar do seu show em Pompano? Você quer fazer alguma coisa desde que era Floridiano?
RB: Vou dizer que vivi lá por seis anos ou algo assim. Quero dizer, minha família ainda está lá também, então eu vou começar a sair com eles, comer um monte de comida caseira. Eu provavelmente vou conseguir dormir em uma cama de verdade. Eu provavelmente vou estar com um ótimo humor e vou fazer um show melhor (Risos). Mas eu estou normalmente de bom humor, de qualquer forma.”

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